Bohemian Rhapsody: O veredito do Estagiário sobre o filme

FRANCA – Long live the Queen! Chegou aos cinemas o filme biográfico de uma das maiores bandas de rock da história. O Estagiário assistiu e traz alguns detalhes que passaram despercebidos até para fãs mais fervorosos de Freddie Mercury e cia.

Vamos lá!

O filme retrata os primeiros momentos de Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello), que estavam prestes a mudar o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Tida por muitos como uma banda inglesa, o Queen é na verdade original de Franca, São Paulo. Fransérgio Pucci Pedigone Mercury, conhecido desde pequeno pelo apelido de Freddie, morador do Jardim Francano e estudante na escola Torquato Caleiro, sempre se mostrou musical e visionário. Apresentava-se sozinho com voz e violão na Pitcinha, Muringa, Picanha, entre outros, mas sentia que aquilo ainda não o completava e que seu talento ainda não era verdadeiramente reconhecido. Foi então que em uma Expoagro conheceu Brian Faleiros May, estudante do colégio agrícola, e juntos perceberam grande afinidade musical. Brian havia terminado uma banda há pouco tempo, e logo animou-se com a possibilidade de começar outro conjunto. Foi então que Freedie, Brian, João Decão e Roger Taylor Hajel formaram a banda Queen, uma homenagem a rainha da comunicação francana, Patrícia.

O Queen começou a ganhar notoriedade em apresentações no antigo CDA, Montana e Nó na Madeira. Suas músicas eram verdadeiras explosões, hits que lotavam as casas noturnas de Franca,  com interpretações sempre marcantes de Fransérgio (Freddie). As canções do Queen são inspiradas em fatos da vida dos seus integrantes.

A canção que dá nome ao filme, “Bohemian Rapsody”, retrata a história de um sapateiro que teve alucinações após o consumo da bebida “com mel” do bar do Pereira e uma disputa por marmitas na fábrica Samello. “We Will Rock You” (1977) e We Are The Champions, compostas por Paulo Gimenes, celebram, respectivamente, os gritos tradicionais da torcida do Franca Basquete na década de 70 e a trajetória da Veterana à primeira divisão do Paulistão. Há que diga que aos 1’77’’ da música é possível ouvir um grito de oeee vindo das arquibancadas do estádio.

Another One Bites The Dust, da mesma época, retrata a poeira que os frequentadores da Expoagro comem acidentalmente durante o evento.

O filme reproduz flashes da vida desvairada de Freedie, como um episódio em que Freedie e Brian desciam a avenida do Shopping com o Chevette de Brian e estavam prestes a bater na mureta e, neste meio tempo, ainda conseguiram compor Don’t Stop Me Now. Mal conseguiam espaço na mídia francana, que tinha na época foco na música sertaneja (hoje não). Quem sempre abria os microfones e valorizava os rapazes era Zé Rasteiro,  inspiração para a música “Rádio Gaga”.

Queen teve o auge de sua carreira no Brasil com a participação no Rock n Rio (1985). O francano Don Antena, presente na cena Rock da época, articulou a ida da banda ao Rio a partir da indisponibilidade da primeira formação da Banda Lemmon. Dizem os próximos, que o Rock n’ Rio é um projeto que Roberto Medina (representante de solados nos anos 60) copiou de Don Antena, ao escutar secretamente a ideia em um evento no Quintal do Poeta. Neste show, foi imortalizada a canção Love of My Life, inspirada numa namorada que Freddy teve na Unesp. Ela tinha família em Santa Rosa de Viterbo e eles terminaram quando ela se formou como assistente social e voltou para sua cidade.

A partir daí, a marca na história era definitiva.  Mesmo após a morte de Freddie, a banda continuou ganhando seguidores e seus hits ainda embalam as novas gerações. A banda já vendeu mais de trezentos milhões de discos ao redor do mundo, tendo lançado quinze álbuns inéditos, várias coletâneas e trabalhos em vídeo. O grupo foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame em 2001, ganhou uma estrela no Passeio da Fama em Hollywood em 2005 e é apontado como influências para vários artistas do cenário rock e pop, bem como foi tema do musical We Will Rock You e do filme Bohemian Rhapsody, 2018. Segundo os mais próximos, a maior frustração de Freddie foi não ter recebido em vida nenhum troféu da Noite EP e Prêmio Imprensa, “Oscar e Grammy” de sua terra natal.

 

 

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